Cooperação cultural e políticas de difusão da cultura brasileira (PED)

Nesta quinta-feira, dia 21/06/2018, às 16h, no auditório do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (IPOL/IREL), o PET-REL realizará o primeiro Política Externa em Debate (PED) de 2018.

Não perca essa oportunidade!

O PED irá tratar das estratégias de inserção internacional e de difusão da cultura brasileira e terá como convidadas a Ministra Paula Alves de Souza e o Conselheiro Gustavo de Sá, ambas do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores.

Para o encontro, o PET-REL recomenda a leitura do artigo “A diplomacia cultural como instrumento de política externa brasileira”, de Leila Bijos e Verônica Arruda, disponível aqui.

Toda comunidade está convidada e não será preciso realizar inscrições com antecedência. Esperamos a presença de vocês!

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Capitalismo, Populismo e Democracia: o problema do populismo italiano e a União Europeia

por Mauro Cazzaniga

Nesta terça feira, dia 05/06, Giuseppe Conte, o novo premiê italiano, deu seu discurso inaugural para o Parlamento. Entre algumas das propostas apresentadas estavam o apoio a uma aproximação com a Rússia, a criação de um sistema de renda básica e a rejeição de um modelo de austeridade para as contas públicas italianas.

Conte, assim como outros integrantes de seu gabinete, praticamente não possui experiência ou carreira política. Sua indicação foi resultado de um conturbado processo eleitoral, em que o Movimento 5 Stelle (M5S), partido anti-establishment fundado pelo humorista Beppe Grillo e que defende um tipo de democracia direta virtual, foi o grande vencedor, saindo a frente dos mais tradicionais Partito Democratico (PD) e Forza Italia (de Silvio Berlusconi). Não tendo sucesso em formar coalizão com o PD, o M5S se juntou ao terceiro colocado nas eleições: a Lega Nord, partido de extrema-direita a favor de maior autonomia regional ao norte da Itália e de políticas anti-migração. Após a indicação do gabinete ter sido vetada pelo presidente italiano Sergio Mattarella (devido à presença de Paolo Savona, economista anti-Euro), um novo gabinete com um economista mais amigável ao Euro foi aprovado no dia 31/05.

Apesar de parecer estranha a união de dois partidos com ideologias opostas, os elementos que têm em comum são mais fortes do que os divergentes: o euroceticismo, o apoio à Rússia, oposição a políticas de austeridade, a afirmação de uma política “Italy First” (ecoando o “America First” de Trump), e, claro, a principal acusação contra os dois: o populismo. Conte, em seu discurso, declarou que, de fato, era populista, se populismo significa que os governantes devem ouvir a vontade do povo. A presença de um governo eurocético (e, principalmente, a rejeição à austeridade) preocupam outros líderes da União Europeia. Quais foram os fatores que produziram a situação atual na Itália e quais são as consequências que o novo governo pode trazer à UE? Continuar lendo “Capitalismo, Populismo e Democracia: o problema do populismo italiano e a União Europeia”

This is America e a obra de Frantz Fanon (Cinedebate)

O PET-REL e Interfaces (CEUB) convidam:
Cinedebate – This is America e a obra de Frantz Fanon

“Superioridade? Inferioridade?
Por que simplesmente não tentar sesibilizar o outro, sentir o outro, revelar-me outro?
Não conquistei minha liberdade justamente para edificar o mundo do Ti?
Ao fim deste trabalho, gostaríamos que as pessoas sintam, como nós, a dimensão aberta da consciência.
Minha última prece:
Ó meu corpo, faça sempre de mim um homem que questiona.”
Assim encerra a obra “Peles Negras, Máscaras Brancas”, do grande pensador martinicano Frantz Fanon, objeto de leitura dos grupos PET-REL e Interfaces (CEUB).

Como ler criticamente o viral de Childish Gambino?

Nesta quarta-feira, 13/06/2018, às 18h, PET-REL e Interfaces (CEUB) estarão na sala de reuniões do Instituto de Relações Internacionais (IREL/UnB) para uma discussão do clipe “This is America” do Childish Gambino à luz da obra de Frantz Fanon. Para fomentar as discussões, o PET-REL encoraja a leitura do capítulo 5, intitulado “A experiência vivida do negro”, do livro “Pele negras, máscaras brancas” de Frantz Fanon, disponível aqui.

Tragam suas leituras pessoais, vivências, opiniões, análises, e, principalmente, sua presença.

Briefing do LARI de 08/06/2018

Nesta sexta-feira, dia 08/06, às 8h30, no prédio do IPOL/IREL, o PET-REL realizará o seu segundo Laboratório de Análise em Relações Internacionais (LARI) de 2018.

Não perca a oportunidade de aprender conosco!

Esse será um LARI temático que vai tratar do tópico Direitos Humanos na América Latina, mas vamos analisar a conjuntura internacional acerca de dois assuntos específicos:

  • Inovações normativas e capacidade criativa e
  • Forças estatais e paramilitares.

Em um primeiro momento, por uma hora e meia, as duas salas estarão separadas. Depois de um intervalo de 15 minutos, juntaremos os dois grupos para que as discussões que aconteceram separadamente sejam compartilhadas.

Com o intuito de instigar um debate mais proveitoso a todas, preparamos um briefing para nos familiarizarmos melhor com os assuntos. Confira!

Convidamos todas a participar.

Contamos com sua presença no LARI nessa sexta!

Meghan e Harry: o papel da família real no soft power britânico

por Kamila de Sousa Aben Athar Alencar

No último sábado, dia 19, o mundo testemunhou a união do Príncipe Harry e da atriz americana Meghan Markle em cerimônia de casamento realizada na Capela do Castelo de Windsor, na Inglaterra. A ampla cobertura do evento não ocorreu apenas na mídia britânica, mas também em outros países. No Brasil, a detentora dos direitos de transmissão foi a Rede Globo e, segundo dados do Ibope (EMISSORAS, 2018), a emissora apresentou aumento de 73% em sua audiência durante a cobertura do evento. Entretanto, para além do poder da mídia e do interesse das pessoas em assistir ao casamento real, a união de Meghan e Harry pode representar mais do que romantismo, e sim, uma peça chave de soft power britânico em uma fase conturbada pós-Brexit.

Atualmente, os britânicos passam por uma crise de identidade após a saída do país da União Europeia. De acordo com Oliver (2017), os britânicos, assim como qualquer outra sociedade, se imaginam como sendo algo e afirmam para si próprios que eles são representados por certas características que os distinguem dos demais. Isso acaba por resultar em duas fontes de crise em sua identidade: (i) tensão entre o que eles imaginam ser e o que eles realmente são; e (ii) tensão entre o que os britânicos consideram parte da identidade britânica e o que os outros povos consideram como sendo britânico. O Brexit teria sido o estopim de ambas as tensões, pois o Reino Unido agora se questiona o quão distante está a sua identidade da realidade, bem como a indagação acerca do que constitui essa identidade, ao passo que o mundo também observa essa crise identitária e tira suas próprias conclusões sobre ela (OLIVER, 2017). Continuar lendo “Meghan e Harry: o papel da família real no soft power britânico”

Transferência, difusão e circulação de políticas públicas (Encontro com o Autor)

O PET-REL convida:
Encontro com o Autor – Osmany Porto de Oliveira (UNIFESP)

Osmany Porto é professor do curso de Relações Internacionais da Unifesp-Osasco. Concluiu seu pós-doutorado em Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo, onde desenvolveu uma pesquisa acerca da difusão internacional de políticas brasileiras no setor de segurança alimentar. Possui dois doutorados em Ciência Política, pela Universidade de São Paulo e pela Université de la Sorbonne Nouvelle. É graduado em Relações Internacionais pela Università degli Studi di Bologna e mestre em Estudos Latino-Americanos, pela Université de la Sorbonne Nouvelle/IHEAL.

Nesta sexta-feira, 25/05/2018, às 10h, o professor estará presente na sala Multiuso, no Instituto de Relações Internacionais para uma discussão sobre “Transferência, difusão e circulação de políticas públicas”.

Para ter acesso ao artigo recomendado para o encontro clique aqui.

O PET-REL convida a todas/os para participarem!

Haverá certificado para as presentes.

Entre o acordo e a ogiva: a (in)compatibilidade entre Irã, Coreia do Norte e EUA

por Gustavo Partel Balduino Oliveira

Na última terça-feira, 9 de maio, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou seu país do Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA), o acordo que buscava limitar o desenvolvimento de um programa nuclear com fins militares no Irã em troca da redução de sanções econômicas ao país do Oriente Médio. A medida gerou repercussões imediatas na mídia e nos parceiros europeus dos EUA, que se mostraram favoráveis à continuidade do acordo. A ação ocorre enquanto os EUA caminham para outro diálogo nuclear relevante, com o líder norte-coreano Kim Jong-Un. Coreia do Norte e Irã – ambos colocados no “eixo do mal” de George W. Bush – parecem ter o futuro de suas políticas nucleares associado pela política externa impetuosa de Donald Trump.

A saída do acordo com o Irã é vista como estratégia americana de contenção da atuação regional do país islâmico, que constantemente ocupa a posição de adversário de Israel e Arábia Saudita, ambos aliados relevantes dos EUA na região (BABO, 2018). A decisão final norte-americana levou em conta relatório produzido em Israel, que alega a continuidade de programa nuclear ofensivo no Irã, em desrespeito ao acordo (AHRENS, 2018).

A volta das sanções econômicas representaria uma forma de intervenção direta no poder econômico e por consequência político da República Islâmica. Substitui o controle direto dos EUA sobre a produção nuclear militar do país, como é o objetivo do JCPOA, por uma tentativa de minar as bases de recursos necessários para tal desenvolvimento bélico. Alemanha, Reino Unido e França, partes europeias do tratado, passam a lidar com o desafio de passar pelas sanções e manter o Irã interessado no acordo (HEIN, 2018). Continuar lendo “Entre o acordo e a ogiva: a (in)compatibilidade entre Irã, Coreia do Norte e EUA”